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24/03/2021 às 10h30 - atualizada em 24/03/2021 às 10h35

Derek Gustavo

Maceió / AL

Bolsonaro mudou de tom, mas será que vacina é mesmo prioridade do governo?
Histórico - não o de atleta - do presidente mostra que a coisa não é bem assim. Quem perde com essa situação toda é a saúde pública do Brasil.
Bolsonaro mudou de tom, mas será que vacina é mesmo prioridade do governo?
Mais que amigos, friends: Bolsonaro agora se diz amigo do Zé Gotinha. Mas será que essa amizade é real? FOTO: Joédson Alves/EFE

Vacina! Essa é a palavra da vez e, tenho certeza, o desejo de todo mundo que entende a gravidade da situação em que a gente se encontra.

Recentemente - mas MUUUITO RECENTEMENTE - o Governo Federal parece ter acordado para a importância da vacina no combate à Covid-19.

Depois de fazer pouco caso da Coronavac, esnobar a vacina da Pfizer, dizer publicamente que não vai tomar e que o imunizante poderia "transformar a pessoa em jacaré", Bolsonaro surgiu ontem com uma cara de cachorro que caiu do caminhão da mudança e, num tom irreconhecível, disse que o país vem fazendo todo o possível no combate à pandemia.

Infelizmente, é mentira: o homem jogou contra o quanto pôde, desde o início da pandemia. Lembra das constantes aglomerações? A máscara que andava em qualquer lugar, menos no rosto? Os discursos inflamados contra governadores e prefeitos? As críticas ao distanciamento social?

Apesar disso tudo, conforta saber que o presidente vai fazer nem que seja a contragosto, por causa da pressão do Centrão.

Centrão esse que, diga-se de passagem, já levou um tapa de Bolsonaro quando a primeira opção para ministra da Saúde deu pra trás. Ludhmila Hajjar, que tinha a bênção de Arthur Lira, recusou o convite após ouvir o que o presidente e seu filho tinham a dizer.

Bolsonaro está em dívida com a base de apoio. E como todos sabemos, o Centrão não é comprado, mas alugado. Deixe de "pagar" e arque com as consequências.

Enquanto Bolsonaro politiza a saúde pública, prefeitos e governadores correm atrás da vacina. Criaram consórcios, determinam normas rígidas de distanciamento social e têm que lidar com os eleitores do presidente jogando areia na coisa toda. Aliás, precisam lidar com o próprio presidente, que até pra Justiça já foi para impedir as ações abaixo da esfera Federal.

É um período difícil, complicado, em que o inimigo não devia ser inimigo, mas sim o principal aliado.

A vacinação segue num ritmo lento, mas uma hora vai alcançar toda a população. A menos, claro, que o Ministério faça muita bobagem. É regra nesse governo: Paulo Guedes disse que o dólar só chegaria a R$ 5 se o governo fizesse miuta bobagem. Daí, alguns meses depois, o dólar chegou a quase R$ 6, e a culpa passou a ser do PT. A conferir as cenas dos próximos capítulos.

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