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Política

07/05/2021 às 23h01

Felipe Farias

Maceió / AL

Pesquisa em AL mostra JHC favorito, mas, ele não deve sair candidato em 2022, diz cientista político
Quadro político familiar pesa a favor da permanência de JHC no cargo de prefeito de Maceió
Pesquisa em AL mostra JHC favorito, mas, ele não deve sair candidato em 2022, diz cientista político
Pesquisa foi feita com dois cenários: com e sem JHC como candidato.

Um argumento político – e convincente – para servir de base à previsão de que o prefeito de Maceió, JHC (PSB), não deverá se candidatar ao governo do Estado, no ano que vem: se der lugar ao senador Rodrigo Cunha (PSDB), seu aliado, e este vindo a ganhar, a mãe do prefeito, Eudócia Caldas, se tornaria senadora por Alagoas por quatro anos – a segunda metade do mandato de Cunha.


“Ele [JHC] é muito jovem, tem muito tempo pela frente”, diz o cientista político Marcelo Bastos, diretor da MB Pesquisas, que divulgou levantamento sobre intenção de votos, mostrando o prefeito de Maceió com índice de 27% – num dos cenários.


Em outro cenário, em que o nome de JHC é substituído pelo de Cunha (PSDB), este ficaria atrás de Davi Davino (PP).



Neste cenário, Davino aparece com 26% das intenções e Cunha, cinco pontos percentuais atrás, com 21%.


“Eu acho que ele [JHC] deve aguardar. Em outra oportunidade, deve sair. Apesar de que, se for candidato, é fortíssimo candidato”, acrescenta Bastos, para quem, na atual conjuntura o prefeito não teria coragem política de deixar a prefeitura em 2 de abril do ano que vem, encerrando a passagem pelo Executivo de Maceió com apenas 15 meses de gestão.


Acrescido a isso existe a situação de que, enquanto integrante do Executivo, se não se eleger, não tem como retomar o cargo. Enquanto Cunha, como integrante do Legislativo, pode voltar à vaga de senador, se não for eleito governador.


Pesquisa


A pesquisa apurou as intenções de voto para o governo e Senado, em que mais uma vez, o governador Renan Filho (MDB) aparece como favorito.


De acordo com os critérios oficiais, o levantamento foi realizado nessa quinta-feira (06), ouvindo 800 eleitores com 16 anos ou mais.


O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre o resultado.


Foram ouvidos eleitores de 32 comunidades da capital: Antares, Barro Duro, Benedito Bentes, Bom Parto, Canaã, Chã da Jaqueira, Chã de Bebedouro, Cidade Universitária, Clima Bom, Farol, Feitosa, Gruta, Ipioca, Jacintinho, Jardim Petrópolis, Jatiúca, Levada, Ouro Preto, Pajuçara, Pinheiro, Poço, Ponta Grossa, Ponta Verde, Ponta da Terra, Prado, Santa Amélia, Santa Lúcia, Santos Dumont, Serraria, Tabuleiro dos Martins, Trapiche e Vergel.


A modalidade foi pesquisa estimulada, ou seja, em que o nome dos supostos candidatos é apresentado aos pesquisados.


Outro formato é a pesquisa espontânea, em que o pesquisador apenas pergunta, sem dar nomes, e espera que o nome de algum candidato venha à mente do eleitor.


Para o governo, num primeiro cenário, os resultados foram os seguintes: JHC aparece com 27%, Davi Davino Filho (19%), Rui Palmeira (15%); o secretário de Saúde, Alexandre Ayres (9%), seguido pelo deputado estadual Antônio Albuquerque (PTB – 2%) e do prefeito de Pilar, Renato Filho (PSC – 1%).


A taxa de indecisos foi de 8%, de pessoas que disseram que votariam, em branco ou nulo, de 19%.



Ao apurar o índice de rejeição, neste cenário, os resultados foram os seguintes: Rui Palmeira (Podemos) aparece em primeiro, com 21%; seguido pelo deputado estadual Antônio Albuquerque, com 17%; Davi Davino Filho (14%), JHC (12%), Alexandre Ayres (8%) e Renato Filho (5%). Não souberam responder ou não opinaram somaram 23%.


No cenário 2 (sem JHC), e quando indagado em quem o eleitor votaria, o resultado foi o seguinte: Davi Davino Filho (26%), Rodrigo Cunha (21%), Rui Palmeira (13%), Alexandre Ayres (11%), Antônio Albuquerque (1%), Renato Filho (1%), indecisos (7%), Branco/Nulo (20%).


Neste cenário 2, apurando a rejeição, o resultado foi o seguinte: Rodrigo Cunha (23%), Antônio Albuquerque (21%), Davi Davino Filho (17%), Alexandre Ayres (13%), Renato Filho (9%) e na categoria “Não sabe/Não opinou” foram 17%.


Senado


Para a vaga de senador, a pesquisa apurou um cenário e sua rejeição.



No primeiro caso, o resultado foi o seguinte: o atual governador Renan Filho (MDB) aparece como favorito, com 37% das intenções, onze pontos percentuais de Fernando Collor (PROS), que tem apenas 26%.


O atual vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), aparece com 13% das intenções de voto para o Senado e o vereador Delegado Fábio Costa (PSB), com 4%. Flavio Moreno (PSL) aparece com 2% e o percentual de indeciso foi de 4% e o dos que disseram que votarão em branco ou nulo, de 14%.


Para o Senado, o mais rejeitado é Collor, com índice de rejeição de 26%, seguido de Lessa (21%), Renan Filho (14%), Flavio Moreno (11%) e Fábio Costa (7%).


O índice dos que não souberam ou não opinaram foi de 21%.

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