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Saúde

10/05/2021 às 15h08

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MACEIO / AL

Pandemia em Alagoas: indicadores apontam para descontrole da doença no estado
Número de casos apresentou leve aumento na semana, e a maioria dos municípios com leitos de UTI exclusivos para COVID-19 apresenta ocupação acimade 80%.
Pandemia em Alagoas: indicadores apontam para descontrole da doença no estado
De acordo com levantamento do observatório de políticas públicas da Ufal, os números da pandemia ainda mostram um descontrole da pandemia em Alagoas. FOTO: reprodução

O  número  de  casos de  Covid-19 confirmados  em  Alagoas  apresentou  um pequeno aumento após semanas em queda, segundo dados analisados pelo Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento  da  Covid-19  (OAPPEC).  

O  número  de  óbitos  foi  um  dos  únicos  indicadores  que apresentou uma redução na 18ª Semana Epidemiológica: 124 mortes, 14% a menos do que na semana anterior.

A  grande  maioria  das  Regiões  Sanitárias  apresentou  aumento  na  incidência  de  casos.  O  maior crescimento foi na 7ª Região Sanitária, correspondente a municípios do Agreste próximos a Arapiraca. Em  quatro  das  regiões,  os  óbitos  também  aumentaram,  apesar  da  tendência  geral de  queda  neste indicador.

Em números relativos, as regiões com o maior número de casos da Covid-19 na semana foram Arapiraca (185 por 100 mil habitantes), a 1ª Região Sanitária (178) e Maceió (170).

Com relação aos óbitos, as maiores incidências foram na 1ª RS (6,2), Arapiraca (6) e a 8ª RS (5,7). Os casos suspeitos no estado também tiveram um aumento.

Com 11.845 casos em análise no final da semana, Alagoas teve o maior número de casos pendentes em quase dois meses, um aumento de 18% em relação à semana anterior.

Apesar disso, a maior parte (60%) dos testes RT/PCR realizados na 18ª Semana Epidemiológica retornaram negativos.

É a menor proporção registrada em todo o ano, mas o quantitativo  segue  sendo  considerado  elevado,  especialmente se  comparado  a  momentos  em  que  a pandemia se encontrava controlada, como entre os meses se setembro e outubro passados.

A ocupação de leitos de UTI oscilou durante a 18ª Semana Epidemiológica, encerrando a semana em um patamar similar ao da semana anterior (74% de ocupação).

Essa proporção é considerada elevada e está acima da margem de segurança de 70% preconizada pela literatura científica. Um dos  fatores de  preocupação  em Alagoas é a  desigualdade  na  distribuição dos leitos  de  UTI, que segue  aparente  no  levantamento desta  semana.

Dos nove municípios que possuem  leitos  de  UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19, cinco registram ocupação acima dos 80%, patamar crítico e onde  medidas  rígidas  de  isolamento  social  são  recomendadas  para controlar  a  transmissão.  

Eles são Coruripe (93%), Santana do Ipanema (93%), Porto Calvo (90%), Arapiraca (86%) e Palmeira dos Índios (80%).

Vacinação no estado

O  esforço  de  imunização  da população  alagoana  se  recuperou após  o  desabastecimento  da  semana anterior.  

Foram 60.455  doses  aplicadas  na  18ª  Semana  Epidemiológica,  31.931  correspondentes  à primeira dose e 29.064 à segunda.

O quantitativo é o dobro do registrado na semana passada, mas segue insuficiente para garantir a imunização de toda a população adulta até o fim do ano.

Com população adulta de 2,2 milhões de pessoas, o estado precisa de aproximadamente 4,4 milhões de doses para a vacinação desse público, já que as vacinas atualmente disponíveis exigem a aplicação de duas doses para a imunização seja efetivada.

Até o sábado (08), haviam sido aplicadas 709 mil doses em Alagoas.

Tomando  como  base  critérios  científicos,  a transmissão  do  novo  coronavírus  em  Alagoas  ainda  é considerada  fora  de  controle.  

Para  garantir  a continuidade da  tendência  de  queda  nosindicadores, a manutenção das medidas de isolamento social éimportante. Somente assim, e por meio da imunização, é possível garantir uma flexibilização segura e duradoura no estado.

FONTE: Ascom Observatório Ufal

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