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Política

11/05/2021 às 18h13 - atualizada em 12/05/2021 às 08h56

Felipe Farias

Maceió / AL

Deputados propõem que empresas informem quanto pagam pelo litro de leite
Medida é destinada a beneficiar pequenos produtores – e cobrança é antiga
Deputados propõem que empresas informem quanto pagam pelo litro de leite
Empresas de beneficiamento de leite em AL poderão ter que informar preço médio semanal do litro – medida beneficiará pequenos produtores.

Os laticínios de Alagoas podem ser obrigados a fixar cartaz informando o valor médio semanal pago por litro do leite. A base para calcular esse valor seriam dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).


A entidade é ligada à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP – uma das mais prestigiadas instituições do país e faz acompanhamento de preços de várias commodities (do açúcar ao trigo, do boi e café ao trigo).


A proposta foi apresentada por meio de projeto de lei subscrito por dois deputados estaduais alagoanos, na sessão desta terça-feira (12), a primeira de trabalhos em plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).


“O projeto vai permitir que os pequenos produtores tenham a mesma possibilidade de receber pelo preço do leite o que é pago ao médio e ao grande produtor”, disse o deputado estadual Paulo Dantas (MDB), um dos autores do projeto.


O outro autor da matéria é o deputado estadual Bruno Toledo (PROS).


Se aprovado, a obrigatoriedade também incluiria as demais empresas que trabalham com beneficiamento do leite, fabricando outros produtos derivados.


“Essa ação possivelmente irá melhorar o valor pago ao pequeno produtor e, neste sentido, pedimos apoio de todos os colegas deputados para a aprovação desta proposição”, acrescentou Paulo Dantas – conforme material que consta na página eletrônica da ALE.


Ainda segundo a publicação, colega de plenário, deputado Inácio de Loyola (PDT), parabenizou a iniciativa e criticou o tratamento dado ao segmento de pequenos produtores.


“Uma atividade importante, que gera emprego e renda em Alagoas, sem contar que foram os pequenos produtores que mostraram ao nordeste brasileiro que esta atividade é bastante viável no Sertão”, disse, destacando que “ao longo de vários anos, a categoria dos pequenos produtores de leite não vem sendo reconhecida pelas autoridades alagoanas” – diz a página eletrônica da ALE.

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