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Polícia

29/09/2022 às 20h38 - atualizada em 29/09/2022 às 20h41

Acta

MACEIO / AL

Mãe de acusados de matar auditor fiscal em Maceió é solta pela justiça
Ela teria limpado o sangue do auditor fiscal do local do crime e os ajudado quando o corpo da vítima e o carro da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL) foram abandonados em um canavial.
Mãe de acusados de matar auditor fiscal em Maceió é solta pela justiça
João de Assis / Foto: Reprodução / Internet

O Poder Judiciário de Alagoas concedeu liberdade a M.S.G. M, a mulher envolvida na morte do auditor fiscal João Assis Pinto Neto. Ela é mãe de outros três acusados do crime e deixou o sistema prisional nesta quarta-feira (28).


O auditor fiscal João de Assis Pinto Neto, 62 anos, foi morto dentro do mercadinho que fiscalizava no bairro do Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió. Segundo as investigações, ele foi assassinado pelos proprietários do local, após uma discussão.


A mulher estava presa desde o dia 29 de agosto, após as investigações apontarem que ela estava no estabelecimento no dia do crime e que teria limpado o sangue do auditor fiscal do local. Além disso, M.S.G.M também teria ajudado os filhos quando o corpo da vítima e o carro da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL) foram abandonados em um canavial.


A defesa da mulher alegou que ela não teria participação no assassinato e que diante da acusação de fraude processual, não havia motivos para mantê-la na prisão, que ela poderia responder em liberdade.


Agora, os advogados trabalham para conseguir a liberdade do filho mais novo da mulher, identificado pelas iniciais J.M.G.A, que, segundo a defesa, não teve participação comprovada no crime.


De acordo com o inquérito policial, cujo encerramento foi anunciado pela Polícia Civil no dia 13 de setembro, os cinco acusados de envolvimento no assassinato do auditor fiscal, ocorrido no último dia 26 de agosto, serão indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.


De acordo com a PC, o crime foi motivado pelas investigações do auditor fiscal nas irregularidades no negócio da família dos autores do crime. Testemunhas foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança foram analisadas.


Ainda segundo a polícia, todos os cinco envolvidos no caso- os três irmãos, a mãe e um funcionário da família- contribuíram, cada um a seu modo, para o crime.

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