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26/11/2022 às 15h15 - atualizada em 27/11/2022 às 10h42

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'Perdi minha filha para o ódio': família se despede da menina morta em ataque no ES
Selena Zagrillo tinha 12 anos e estudava no 6º ano do Centro Educacional Coqueiral, uma das unidades de ensino atacadas
'Perdi minha filha para o ódio': família se despede da menina morta em ataque no ES
Vítimas dos ataques na última sexta-feira (25): família da adolescente morta mudaria estado em poucas semanas. (Fotos: reprodução/TV Gazeta–ES)

Aos prantos, a mãe de Selena Zagrillo, de 12 anos, morta no ataque as escolas em Aracruz, no Espírito Santo, disse que perdeu a filha para o ódio.


Selena estava no 6º ano e estudava em uma escola particular que foi invadida por um atirador nesta sexta-feira (25). A mãe, Thais Sagrillo Zucoloto, contou que a menina estudava seus últimos dias na unidade, porque iria se mudar para a Bahia com a família. A mãe, não estava no ES no dia do crime.


O corpo da vítima foi velado neste sábado na cidade. A cerimônia foi marcada por comoção de amigos, familiares e moradores que se chocaram com o crime.


 


Durante a noite, populares acenderam velas e colocaram flores e cartazes em homenagem às vítimas em frente as escolas Primo Bitti e Centro Educacional Coqueiral, onde Selena estudava. O corpo da menina chegou ainda durante a madrugada na capela mortuária de Coqueiral de Aracruz.


A empresária Tamiris Fanttini Sagrillo, tia de Selena, foi a primeira pessoa da família a chegar à escola após o ataque. Do portão, ela gritava por respostas. Agora ela clama por justiça.


O bairro Coqueiral é conhecido pela tranquilidade. Moradores que vivem na região há décadas relataram que chegam a ficar em casa com portas abertas, mas que viram a tranquilidade ser interrompida por momentos de terror nesta sexta.


Com um abraço coletivo, familiares e amigos de Selena tentavam buscar forças, um nos outros, e um pouco de paz e conforto, depois de um episódio que não será esquecido por eles e que impactou a sociedade.


Além de Selena Zagrillo, morreram nos ataques as professoras Maria da Penha Pereira de Melo Banhos de 48 anos, conhecida como Peinha, e Cybelle Passos Bezerra, de 45 anos.

FONTE: Álvaro Guaresqui e João Brito, G1 ES e TV Gazeta — Vitória

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