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Política

30/01/2023 às 21h43

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MACEIO / AL

PGR denuncia mais 225 e total de acusados chega a 479 por ataques em 8/1
Somente nesta segunda-feira houve a denúncia de 225 envolvidos nos atos que resultaram nas invasões do Congresso, do Planalto e do STF
PGR denuncia mais 225 e total de acusados chega a 479 por ataques em 8/1
Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta segunda-feira (30/1), mais 225 envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que acabaram nas invasões ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é sexta leva de denúncias apresentadas pela PGR contra participantes dos atos. O total de denunciados chega a 479.


Os nomes agora em análise na Justiça para virarem réus foram detidos no acampamento em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Essas pessoas estão presas em unidades do sistema prisional do Distrito Federal, após a audiência de custódia e a decretação das prisões preventivas.


O grupo é acusado de associação criminosa e incitação ao crime equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais. Na peça, também há o pedido para que as condenações considerem o chamado concurso material, ou seja, os crimes devem ser considerados de forma autônoma, e as penas, somadas.


Assinadas pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, as peças narram a sequência de acontecimentos até a formação do acampamento.


De acordo com as denúncias, o local apresentava “evidente estrutura a garantir perenidade, estabilidade e permanência” dos manifestantes que defendiam a tomada do poder.


Além da penalidade pelos crimes apontados, o subprocurador-geral pede que os envolvidos sejam condenados ao pagamento de indenização mínima, conforme prevê o Código de Processo Penal, “ao menos em razão dos danos morais coletivos evidenciados pela prática dos crimes imputados”.


Sem tipificação para terrorismo


Na cota, documento que acompanha a denúncia, assim como fez nas ações penais já propostas ao STF em relação ao caso, Carlos Federico Santos explica por que não é possível denunciar os envolvidos também por terrorismo.


Ele reproduz trechos da Lei nº 13.260/2016, aprovada pelo Congresso Nacional, frisando que o terrorismo deve ser caracterizado em condutas tomadas por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.


“Não faz parte dos tipos penais o cometimento de crimes, por mais graves que possam ser, por razões políticas”, destaca, completando que não se fazem presentes nas condutas praticadas as elementares legais.


 

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