Quarta, 17 de julho de 2024
82 99669-5352
Política

18/09/2023 às 08h37 - atualizada em 18/09/2023 às 10h21

Acta

MACEIO / AL

Com 13 requerimentos de acareação, confronto de depoimentos entre Bolsonaro e Cid pode nem ser analisado pela CPMI
Pedido foi protocolado pela senadora Eliziane Gama, que ocupada a posição de relatora da comissão
Com 13 requerimentos de acareação, confronto de depoimentos entre Bolsonaro e Cid pode nem ser analisado pela CPMI
Ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o ex-presidente Jair Bolsonaro poderiam ter discursos confrontados na CPMI 18/06/2019REUTERS/Adriano Machado

O requerimento de acareação entre Jair Bolsonaro (PL) e seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid protocolado pela relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), entra na fila onde já estão outros 12 pedidos de confronto entre depoentes.


A solicitação de Eliziane é a única que envolve o ex-presidente. Os outros pedidos de acareação tratam de outros personagens-chave da CPMI, como o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), general Gonçalves Dias, o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Júnior.


A acareação é um procedimento que busca apurar a verdade de uma situação por meio do confronto entre partes, testemunhas ou outros participantes de processo judicial, que prestaram informações prévias divergentes. Desde o começo da CPMI, nenhum requerimento pedindo esse tipo de depoimento foi aprovado.


Além de a aprovação da acareação ser inédita na CPMI, a aproximação do fim do prazo de funcionamento da comissão e o clima entre os membros devem inviabilizar a aprovação do requerimento da relatora.


A última tentativa de realizar uma reunião deliberativa foi no dia 22 de agosto. Sem acordo sobre a pauta e com muitos gritos e acusações entre os participantes, a sessão deliberativa foi cancelada.


Dois dias depois, foram votados apenas os requerimentos de convocação e pedidos de documentos que atendiam a demandas do governo e da oposição, enumerados pelo presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA).


Maia afirmou, na última quinta (14), que só irá votar novos requerimentos de convocação se houver acordo para chamar um representante da Força Nacional. Esse é um pedido da oposição, que alega uma inação da tropa durante a invasão do oito de janeiro.


“Só acontecerá nova reunião deliberativa se houver acordo. Fazer uma deliberativa para aprovar apenas os requerimentos da maioria, excluindo qualquer requerimento da minoria é inadmissível. O instituto da CPI é, sobretudo, que tem que primar pelo equilíbrio e pela capacidade de ser justo”, apontou o presidente da CPMI.


Na próxima semana, não estão previstas reuniões deliberativas, mas dois depoimentos estão confirmados. Na terça, a CPMI ouve o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Bolsonaro (PL); na quinta, é a vez de Beroaldo José de Freitas Júnior, subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal, agredido durante as invasões.


  

FONTE: cnn

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2024 :: Todos os direitos reservados