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06/12/2023 às 17h00 - atualizada em 07/12/2023 às 08h57

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MACEIO / AL

Áudios vazados mostram reféns libertados com raiva de Netanyahu em conversa com premiê
Gravações foram conseguidas por site israelense; reunião teve muitas críticas por demora na libertação dos sequestrados e por ataques dos israelenses aos locais de cativeiro.
Áudios vazados mostram reféns libertados com raiva de Netanyahu em conversa com premiê
Benjamin Netanyahu. FOTO: Hadas Parush/Flash90

Gravações de áudio vazadas do encontro da última terça-feira (05) entre reféns israelenses libertados, parentes de alguns ainda detidos e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu revelam considerável raiva pela conduta do governo, bem como o terror enfrentado no cativeiro do Hamas em Gaza. Parte do áudio vazado foi publicado no site israelense Ynet. A gravação não pôde ser confirmada de forma independente pela CNN.


O vazamento ocorre em meio à crescente pressão sobre Netanyahu para garantir a libertação das pessoas que ainda estão em poder do Hamas e às críticas à intensificação da campanha militar de Israel em Gaza.


Uma mulher sequestrada libertada com seus filhos – mas sem o marido, que permanece em cativeiro – disse que ela estava em um esconderijo que foi bombardeado e que “tivemos que ser retirados e fomos feridos”, além do “helicóptero que atirou em nós a caminho de Gaza.”


“Você não tem informações. Você não tem informações”, acrescentou. “O fato de que fomos bombardeados, o fato de que ninguém sabia nada sobre onde estávamos. … Você afirma que há inteligência. Mas o fato é que estamos sendo bombardeados. Meu marido foi separado de nós três dias antes de retornarmos a Israel e levado para os túneis (do Hamas) sob Gaza.”


“Você quer derrubar o governo do Hamas, para mostrar que você é mais poderoso? Não há vida aqui que seja mais importante do que outras. Nenhum de nós merece tratamento pior do que qualquer residente de Israel. Traga todos de volta e não em um mês, dois meses ou um ano”, disse ela.


“Você coloca a política acima do retorno dos sequestrados”, acrescentou.


De acordo com o relato do site Ynet sobre a reunião, um homem relatou o que seus familiares lhe disseram depois de ser libertado.


“Eles (reféns) estavam sob constante ameaça do bombardeio das FDI. Você (Netanyahu) sentou na nossa frente e nos garantiu que isso não ameaçaria a vida deles. Eles vagam pelas ruas e não estão apenas nos túneis. Eles estão montados em burros e carrinhos. Você não poderia reconhecê-los nas ruas e você está colocando a vida deles em perigo. É nosso dever libertá-los agora”, ele disse, de acordo com o site Ynet.


Outra mulher que havia sido feita refém disse que os que permaneceram em cativeiro estão “à beira da morte”. Durante todo o dia, eles se deitam em colchões, a maioria deles precisa de óculos e aparelhos auditivos que foram tirados deles quando foram sequestrados, eles têm dificuldade de ver e ouvir, o que afeta ainda mais como vivem”, disse a mulher, de acordo com o áudio lançado.


Ela fez um apelo ao gabinete de guerra de Israel para libertar todos os prisioneiros palestinos e trazer de volta os reféns. “Liberte todos e traga-os de volta. Eles vivem à beira da morte. Suas vidas estão em suas mãos”, disse ela.


Em um determinado momento, algumas das pessoas presentes na reunião interromperam Netanyahu e outros do gabinete de guerra gritando “vergonha.”


O site Ynet também divulgou detalhes sobre a reação de Netanyahu diante das críticas, o que também não pôde ser confirmado de forma independente pela CNN.


De acordo com Ynet, Netanyahu disse que foi apenas quando Israel lançou suas operações terrestres que a pressão cresceu sobre o Hamas para libertar reféns. Quando Netanyahu disse que o Hamas era o culpado pelo fim da trégua, um indivíduo identificado pelo Ynet como um membro da família de um refém solto respondeu: “Absurdo.”


Netanyahu respondeu: “Não é mentira! O que estou dizendo aqui são fatos claros. Eu te respeito muito. Eu ouvi sua dor. Não podíamos libertar todos de uma vez. O preço que eles (Hamas) querem não é só os prisioneiros.”


O gabinete de Netanyahu se recusou a comentar sobre as gravações vazadas.

FONTE: CNN Brasil

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