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Polícia

07/12/2023 às 10h04 - atualizada em 08/12/2023 às 17h21

Acta

MACEIO / AL

[Vídeo] Piloto do Grupamento Aéreo é afastado pelo Governo de AL após agredir mulher
O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil; o policial teria se enfurecido porque a mulher demorou para entrar no bloco, localizado no bairro de Jacarecica
[Vídeo] Piloto do Grupamento Aéreo é afastado pelo Governo de AL após agredir mulher
Governo afasta piloto do Grupamento Aéreo suspeito de agredir mulher. Foto: Reprodução

O piloto aviador do Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi afastado das atividades pelo Governo de Alagoas por suspeita de ter agredido com socos e empurrões uma mulher que entrava no prédio do noivo, onde mora, em Maceió. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.


De acordo com o registro da ocorrência, divulgado pelo site Metrópoles, o policial se enfureceu porque a mulher demorou para entrar no bloco, localizado no bairro de Jacarecica. A espera não chegou a durar três minutos.


O boletim informa que a mulher de 30 anos chegou na casa do noivo durante a madrugada do dia 2 de dezembro. Ela teria esquecido a senha para abrir o portão eletrônico e chamou o porteiro para ajudar. Logo depois, o policial civil, identificado como Cleyton Serpa dos Santos, 40 anos, chega em um carro também para entrar no condomínio.


Ele se irrita com a demora da mulher para conseguir abrir o portão e, segundo relatos feitos na delegacia de polícia, começa a gritar, xingar e agredir a moça. Ele dá socos na mulher, que cai no chão desnorteada. Quando ela tenta levantar, o homem desfere novos golpes contra a nutricionista.


Durante as agressões, o homem gritava que era policial e que nada aconteceria contra ele. Disse ainda que andava armado e morava ali no mesmo prédio da vítima.


A espera do homem antes de agredir a mulher foi de 2 minutos e 55 segundos. Ele também agride uma pessoa que estava no carro com ele. Segundo testemunhas, seria o próprio filho do policial.


Assustada e muito machucada, a vítima foi à polícia e prestou queixa contra o policial. Ela teve lesões na mandíbula, na boca, nos braços, nas pernas, além do medo que tem vivido após as agressões.


O policial acusado de bater na mulher já foi homenageado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) pelos serviços prestados como policial civil aviador, integrante do Grupamento Aéreo da Segurança Pública. Também é responsável por ministrar cursos de tripulantes para a Polícia Civil.


O Metrópoles entrou em contato por e-mail com o governo de Alagoas e com a Polícia Civil para tratar do tema. O governo respondeu que o homem faz parte da equipe do Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública e que, de forma preventiva, o governador de Alagoas determinou o afastamento de Clayton das funções para apuração do caso.


Resposta


Em nota encaminhada ao Metrópoles, o policial se refere à situação como “imaginária agressão” e diz ter ciência de sua “mais absoluta inocência”. Ele explica que apenas exerceu “legítima defesa contra quem, injustificadamente, se pôs a me ofender e agredir”.


“Na ocasião, apenas procurava entrar no prédio em que resido com minha família, restando impedido pela ação ilícita de alguém que […] simplesmente resolveu parar seu automóvel no portão de acesso à garagem, impedindo que todos os condôminos lá entrassem ou de lá saíssem. […] Fui impedido de entrar na minha própria casa por alguém que nem sequer conhecia”, disse.


Ele explica que, “embora buscando dela me distanciar, a mesma continuava a vir em minha direção me agredindo fisicamente, como revelam as imagens, me obrigando a usar da força para me defender”. Clayton diz lamentar o ocorrido. E conclui afirmando que adotou as medidas cabíveis perante as autoridades.


 


FONTE: Com Metrópoles

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