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Saúde

13/02/2024 às 10h09 - atualizada em 13/02/2024 às 11h47

Acta

MACEIO / AL

Em 2023, casos de dengue reduziram quase 90% em Alagoas; infectologista explica sintomas e como evitar
Os dados foram apresentados em uma reunião por meio de videoconferência com o Ministério da Saúde (MS), com governantes e secretários dos Estados do Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Em 2023, casos de dengue reduziram quase 90% em Alagoas; infectologista explica sintomas e como evitar
De acordo com o infectologista Renee Oliveira explica sintomas e como evitar a doença. Foto: Assessoria

No comparativo entre os anos de 2022 e 2023 os casos de dengue em Alagoas diminuíram em quase 90%. Os dados foram apresentados em uma reunião por meio de videoconferência com o Ministério da Saúde (MS), com governantes e secretários dos Estados do Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).


Os dados apontam que durante 2023, Alagoas registrou 4.287 casos de dengue e quatro óbitos, marcando uma notável diminuição em comparação com os 33.609 casos e 21 mortes de 2022. A redução foi alcançada por meio de ações como capacitação de profissionais de saúde e suporte técnico da Sesau aos 102 municípios alagoanos.


Ainda conforme os dados, neste ano de 2024, no mês de janeiro, foram contabilizados 174 casos de dengue em Alagoas. No mesmo período de 2023 o número foi de 260. Em ambos os períodos não houve mortes pela doença no Estado.


Características e sintomas


De acordo com o infectologista Renee Oliveira para evitar aumento dos casos, a Sesau promove todos os anos orientações para os agentes de endemias municipais, solicitando que reforcem a busca ativa por focos do mosquito vetor, evitando desta forma possíveis surtos da dengue.


A dengue é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Entre os principais sintomas da doença estão febre alta igual ou superior a 38°C, dor no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, além de mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.


Também podem ocorrer erupções e coceiras na pele. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Em casos suspeitos de dengue, o paciente deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), gerenciadas pelas Secretarias Municipais de Saúde (SMSs).


Ações no combate à doença


“O objetivo principal da reunião é a redução de casos e óbitos pela doença no Brasil. Nós, em Alagoas, apresentamos reduções nos números de casos de dengue, mas já estamos planejando e identificando ações para conter as arboviroses como um todo no nosso estado”, relatou a gerente estadual de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis, a enfermeira Waldinéia Silva, que participou da reunião.


Para analisar o panorama da dengue em Alagoas, o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes, antes de participar da reunião com o MS, também recebeu o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), Gino César, para tratar sobre a importância de parcerias para elaborar ações no combate à doença.


“Mesmo Alagoas apresentando uma baixa bastante significativa quanto aos números da dengue em nosso estado, precisamos continuar com as ações para que a diminuição continue ocorrendo, pois ela é um trabalho conjunto feito com muito esforço por todos”, disse Gustavo Pontes.

FONTE: Com assessoria

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