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15/05/2024 às 06h28

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MACEIO / AL

MTE e PM do Espírito Santo resgatam trabalhadores alagoanos mantidos em trabalho análogo à escravidão
Naturais de Penedo, eles foram atraídos por uma oportunidade de trabalho numa fazendo de café; situação veio a público após denúncia em vídeo
MTE e PM do Espírito Santo resgatam trabalhadores alagoanos mantidos em trabalho análogo à escravidão
Naturais de Penedo, eles foram atraídos por uma oportunidade de trabalho numa fazendo de café, mas acabaram caindo em situação análoga à escravidão.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) comunicou que a Polícia Militar do Espírito Santo resgatou o grupo de trabalhadores o de Penedo, Alagoas, que estavam em condições semelhantes à escravidão em uma fazenda de café localizada no interior do estado.


“Estamos, neste momento, coordenando os esforços para garantir a segurança e o bem-estar dessas pessoas. A Superintendência tem mantido contato permanente com a Secretaria de Assistência Social do ES para organizar o transporte e trazer os trabalhadores de volta a Alagoas. Inclusive, o órgão já entrou em contato conosco para assegurar que todos cheguem em segurança”, informou a superintendência por meio de nota.


O Ministério Público do Trabalho (MPT) começou a investigar nesta terça-feira (14) uma denúncia feita por trabalhadores postado de um vídeo postado nas redes sociais.


A situação dos trabalhadores viralizou após a divulgação do vídeo denunciando a situação. Todos eles são naturais de Penedo, e foram contratados para trabalhar na colheita de café em uma fazendo na cidade de Brejetuba.


Estamos em 11 pessoas, viemos de Alagoas para trabalhar no café. Eu vim como cozinheira e os meninos para vieram para colher café, mas ao chegar aqui descobrimos que não tem café suficiente para colher. O dono da fazenda está nos ameaçando e falando que se a gente quiser ir embora pode ir, mas que está com a nossa documentação e a qualquer momento vai atrás da gente com a polícia e nos prende. Estamos com caroços na pele por conta das picadas de mosquito. Temos comida porque o dono da fazenda compra, mas nossa dívida já está em R$11 mil e só aumenta. Então, a gente quer sair daqui e ser resgatado”, relatou uma mulher que se identifica como cozinheira do grupo.


De acordo com o Superintendente do Trabalho em Alagoas, o órgão se mobilizou para socorrer os trabalhadores assim que as primeiras informações sobre o caso chegaram.


“Foi confirmado o caso e começamos a tomar as providências desde o início desta manhã. Já entramos em contato com a Assistência Social de Penedo, cidade de origem dos trabalhadores, e as superintendências da Polícia Federal de Alagoas e do Espírito Santo. Todas as medidas estão sendo tomadas para que estes trabalhadores sejam resgatados e possamos trazê-los de volta para nossa terra”, disse Cícero Filho


 

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