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Polícia

10/07/2024 às 10h42 - atualizada em 10/07/2024 às 16h18

Acta

MACEIO / AL

Pastor evangélico é preso acusado de abusar das filhas adotivas; crime ocorreu em AL e em SP
As vítimas foram abusadas sexualmente dos sete aos 14 anos
Pastor evangélico é preso acusado de abusar das filhas adotivas; crime ocorreu em AL e em SP
Foto: PC/AL

Um pastor evangélico, de 79 anos, foi preso nesta terça-feira (9), em Amaraji/Pernambuco, acusado de estuprar as duas filhas gêmeas adotivas. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil de Alagoas, por meio do Núcleo de Investigação Especial (Niesp), coordenado pelo delegado Sidney Tenório.


Segundo a PC, as vítimas foram abusadas sexualmente dos sete aos 14 anos. Os últimos abusos que o pastor cometeu contra uma de suas filhas adotivas foi em maio de 2022, quando ela tinha 14 anos, na casa da família, localizada em um sítio na zona rural de Craíbas, em Alagoas. No mesmo dia, ele também abusou da outra irmã. 


Mais novas, quando tinham sete anos e a família morava em Itaquaquecetuba, em São Paulo, as irmãs também eram abusadas sexualmente pelo criminoso.


As investigações, segundo o chefe de operações do Niesp, Welber Cardoso, revelaram que o acusado, pastor há 30 anos, vivia normalmente em Amaraji/PE. 


Com o apoio da delegacia local, liderada pelo delegado José João de Oliveira Lins, os policiais do Niesp efetuaram a prisão na casa do pastor. A comunidade local ficou surpresa com a ação, dada a então reconhecida reputação do pastor. 


Após a prisão, ele foi conduzido à Delegacia de Amaraji e, posteriormente, transferido para a Central de Polícia de Arapiraca, onde aguarda audiência de custódia. 


A ação contou com o apoio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), sob a coordenação do delegado Thales Araújo. Durante a prisão, o pastor confessou os crimes, alegando que era aliciado pelas filhas.


O acusado, natural de Caruaru, em Pernambuco, viveu 50 anos em São Paulo, onde constituiu família e teve três filhos. Após a morte da esposa, conheceu a mãe das vítimas, com quem se casou e adotou as gêmeas. Os crimes continuaram após a mudança para Craíbas, quando o pastor se aposentou. 


As vítimas, ao completarem 14 anos, compreenderam a gravidade dos abusos e denunciaram os crimes à irmã mais velha, que ajudou a expor o caso e buscar justiça.


O caso chegou ao conhecimento do Niesp através de um comentário da irmã das vítimas na rede social da Polícia Civil de Alagoas. Após dois anos pedindo ajuda, a denúncia foi investigada e resultou na prisão do pastor. 


No momento da prisão, a atual esposa do pastor disse que não sabia da prática do crime. Ela tinha dois anos de convivência com ele e foi surpreendida com a prisão.

FONTE: PC/AL

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